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title: Mosca branca
description: "A mosca-branca *Aleurodicus pseudugesii* (Hemiptera: Aleyrodidae) completa todo o ciclo de vida no coqueiro. A parte inferior dos folíolos das folhas do coqueiro é o local de postura preferido das fêmeas, onde os ovos são colocados formando pequenas espirais. As ninfas são…"
url: "https://agrococo.com.br/docs/mosca-branca/"
updated: "2023-11-22"
category: Pragas
tags:
  - Coco Seco
  - Coco verde
  - Coqueiro
  - Pragas do coqueiro
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# Mosca branca

A mosca-branca *Aleurodicus pseudugesii* (Hemiptera: Aleyrodidae) completa todo o ciclo de vida no coqueiro. A parte inferior dos folíolos das folhas do coqueiro é o local de postura preferido das fêmeas, onde os ovos são colocados formando pequenas espirais. As ninfas são translúcidas e de coloração amarelo-clara, sugam a seiva da planta e secretam uma camada branca cerácea que as protegem, e passam todo seu desenvolvimento na parte inferior dos folíolos. Espécies de mosca-branca têm alta capacidade reprodutiva (100 a 300 ovos/fêmea) e rapidez de multiplicação, chegando a produzir até 16 gerações por ano. Na lavoura, sua movimentação acontece à noite e nas horas mais frescas do dia e o vento é considerado o principal fator de sua disseminação dentro e entre lavouras, mas, convém não descartar seu transporte em roupas, equipamentos e veículos. Mudas provenientes de viveiros infestados são excelentes fontes de disseminação da praga.

**Sintomas e danos**

Plantas sujeitas a alta infestação ficam com a face inferior dos folíolos coberta por uma camada branca e cerácea e por inúmeros fios alongados, translúcidos e açucarados que se dissolvem ao serem tocados. Adicionalmente, a face superior dos folíolos fica coberta por uma fuligem preta conhecida por fumagina. Tanto a camada branca e serosa quanto a fumagina são barreiras físicas que interferem nos processos de fotossíntese e respiração da planta, causando consequentemente, redução da produção. Um ataque severo de mosca-branca pode atingir todos os folíolos de todas as folhas do coqueiro. À medida que o ataque progride e que as folhas vão sendo colonizadas, as posturas passam a ser feitas nas folhas cada vez mais novas e até nos frutos. O ataque inicia em pontos do plantio e se dissemina rapidamente, podendo atingir todas as plantas. Não foram observadas, até o momento, alterações fitotóxicas causadas pela mosca-branca em coqueiro.

**Prejuízos**

Perda de 35,9% foi registrada em um plantio de coqueiro Anão-verde no Município de Paracuru, CE, no entanto, acredita-se que essa perda possa chegar a índices bem maiores se a praga não for controlada.

**Controle**

Em plantios ainda jovens e em mudas, usar uma mistura de óleo de algodão bruto a 2% + detergente neutro a 1% ou óleos vegetais emulsionáveis a 2% em pulverizações quinzenais para eliminação dos adultos emergentes. As pulverizações devem ser realizadas sempre nas horas mais amenas, com menos vento e dirigidas para a face ventral dos folíolos das folhas infestadas.

Em plantios safreiros e de porte alto, ainda não foi constatada a eficiência do uso dos óleos vegetais. Os produtores de coco estão lançando mão de produtos registrados para controle da mosca-branca em outras culturas, na tentativa de proteger a produção de sua lavoura. Considerando a localização dos adultos e das ninfas na face ventral do folíolo e os ventos fortes que fecham os folíolos no embalar das folhas, há necessidade de adicionar um espalhante adjuvante siliconado (copolímero poliéter-polimetil siloxano) que auxilia na absorção e penetração do produto sistêmico, garantindo maior eficiência na operação de controle. As pulverizações devem ser mais frequentes (três a quatro aplicações, com intervalos de 8 a 15 dias), e em horário diferenciado, ou seja, cedo pela manhã ou durante a noite quando os ventos são mais amenos. Outros cuidados dispensados para um bom manejo da mosca-branca são: a) a inspeção semanal da plantação para tratamento imediato de qualquer novo foco; b) a inspeção, remoção ou o tratamento de plantas daninhas hospedeiras da praga presentes na área; c) o não cultivo de espécies hospedeiras da mosca-branca nas proximidades do plantio; e, d) a prevenção do trânsito de plantas ornamentais.

           Foto. Joana Ferreira, 2011

![ ](https://www.embrapa.br/documents/58057223/66851088/image3_000gy1kpg5f02wx7ha0b6gs0x2l2whfn.png/9b97befb-ebca-8723-3bd8-a1423714e9cb?t=1638975723664)

         **Figura 1**. Adultos da mosca branca Aleurodicus pseudugessi

            Foto. Joana Ferreira, 2011

![ ](https://www.embrapa.br/documents/58057223/66851088/image4_000gy1kse4j02wx7ha0b6gs0x0ac39ro.png/b84e7013-e255-215e-5ada-968c8182101c?t=1638975723863)

        **Figura 2.** Camada cerosa branca produzida pela mosca branca *Aleurodicus pseudugessi* recobrindo a face inferior dos folíolos das folhas do coqueiro.

                Foto. Joana Ferreira, 2011 

![ ](https://www.embrapa.br/documents/58057223/66851088/image7_000gy1l3xka02wx7ha0b6gs0xac6tm1r.png/1c3f0d94-b1a2-9794-eddc-55e07bd10192?t=1638975723979)

**Figura 3. **Folhas do coqueiro recobertas por fumagina em consequência do ataque de mosca branca.

         Foto. Joana Ferreira, 2011

![ ](https://www.embrapa.br/documents/58057223/66851088/image8_000gy1l4lxr02wx7ha0b6gs0xtcia5is.png/bd671086-af00-bbc9-9211-5a6b1a654915?t=1638975724064)

 **Figura 4.** Folhas de coqueiro esbranquiçadas em consequência do ataque de mosca branca. 

**FONTE: EMBRAPA**
