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title: Ácaro da necrose do fruto
description: "Presente em todas as regiões produtoras de coco no Brasil, o ácaro *Aceria *(*Eriophyes*) *guerreronis* (Acari: Eriophyidae) causa queda prematura de frutos e deformações, que se refletem no peso dos albumens sólido (amêndoa) e líquido (água), além de causar depreciação no valor do fruto…"
url: "https://agrococo.com.br/docs/acaro-da-necrose-do-fruto/"
updated: "2023-11-22"
category: Pragas
tags:
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  - Pragas do coqueiro
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# Ácaro da necrose do fruto

Presente em todas as regiões produtoras de coco no Brasil, o ácaro *Aceria *(*Eriophyes*) *guerreronis* (Acari: Eriophyidae) causa queda prematura de frutos e deformações, que se refletem no peso dos albumens sólido (amêndoa) e líquido (água), além de causar depreciação no valor do fruto destinado ao mercado de água de coco in natura. O ácaro tem tamanho microscópico, completamente desenvolvido chega a medir 250 µm, possui corpo vermiforme, coloração branco-leitosa e dois pares de pernas na parte anterior do corpo.

**Sintomas e danos**

Desenvolve sua colônia sob as brácteas (pétalas, cálice, perianto), de onde surgem pequenas manchas, cloróticas e de formato triangular, e que à medida que se desenvolvem, tornam-se de cor marrom, ficando os tecidos necrosados e com aspecto áspero. Os primeiros sintomas do ataque se manifestam de 4 a 8 semanas após a fecundação das flores femininas. Fortes ataques podem reduzir o fruto em tamanho e peso, ou provocar deformações e queda prematura. Perdas superiores a 50% no rendimento da produção são registradas em plantios infestados pela praga. No Brasil, além de afetar os frutos, esse ácaro causa também necrose do broto ou gema terminal e a consequente deformação ou morte de plantas jovens.

**Controle**

Identificar as plantas severamente infestadas; retirar todos os cachos com frutos danificados e deformados, além das palhas e panículas secas, procedendo-se em seguida a destruição desses materiais. Para plantas de viveiro e plantas jovens no campo, recomenda-se pulverizar todos os coqueiros com os acaricidas fenpiroximato, espirodiclofeno, azadiractina, hexitiazoxi ou abamectina quando forem detectados os primeiros sinais de ataque, dirigindo-se o jato para as folhas centrais da planta. Para coqueiros em produção, não há necessidade de pulverizar toda a planta. Recomendam-se três pulverizações a intervalos de 15 dias e com alternância de produtos (acaricida de contato ou sistêmico; dirigindo o jato para as inflorescências e cachos de frutos mais novos (referentes às folhas nos 10 a 16). A nova sequência de pulverizações deve-se iniciar somente após três meses do último tratamento e quando forem detectados novos sinais de ataque da praga. Utilizar 3 l de solução por planta. No uso de acaricidas sistêmicos, a colheita dos frutos para consumo in natura deve ser realizada no mínimo 30 dias após a última aplicação do produto. É obrigatório o uso do E.P.I. no preparo da calda química e durante as aplicações. Um método de controle menos agressivo ao meio ambiente e ao homem é a pulverização das áreas infestadas com a mistura óleo de algodão (1,5%) + detergente neutro (1%). Realizar três a quatro pulverizações em intervalos quinzenais, a depender da severidade do ataque; aplicar a calda cedo pela manhã e à tarde somente após as 16:00h; efetuar pulverizações de manutenção para obtenção de uma eficiência superior a 90%.

Existe outra espécie de ácaro cujo hábito, danos e prejuízos se assemelham aos de *A. guerreronis*. Trata-se do ácaro *Steneotarsonemus furculatus*. Apenas, o dano na epiderme dos frutos se desenvolve em faixas longitudinais paralelas. As mesmas medidas de controle são também utilizadas no controle dessa espécie.

        Foto: Paulo M. Pontes Lins,2010 

![ ](https://www.embrapa.br/documents/58057223/66851198/image18_000gxxkgzvq02wx7ha0b6gs0xg3ltbc9.png/16f8bebe-7a43-7a4e-f940-965348d94d18?t=1638975725430)

      ** ****Figura 1.** Adulto do ácaro-da-necrose-do-fruto Aceria guerreronis.

       Foto. Joana Ferreira, 2011 

![ ](https://www.embrapa.br/documents/58057223/66851198/image1_000gy1hmyar02wx7ha0b6gs0x7uitwcv.png/d1e6d33a-cbf6-dbe8-8a0d-b4df6c158125?t=1638975725708)

       **Figura 2.** Dano do ácaro da necrose *Aceria guerreronis,* em planta jovem.

        Foto. Joana Ferreira, 2011 

![ ](https://www.embrapa.br/documents/58057223/66851198/image19_000gxxkjkzh02wx7ha0b6gs0xm4g13od.png/0c3e3681-6248-2b61-054d-c876b2e65344?t=1638975725824)

       **Figura 3.** Necrose em frutos de coqueiro causada pelo ácaro da necrose *Aceria guerreronis*

              Foto. Joana Ferreira, 2011 

![ ](https://www.embrapa.br/documents/58057223/66851198/image20_000gxxkoyr202wx7ha0b6gs0xpm53kqh.png/98892d57-482d-2709-7d75-67bc4ec7f905?t=1638975725935)

     ** ****Figura 4**. Cloroses e necroses no fruto do coqueiro causadas pelo ácaro *Aceria   guerreronis *em* *frutos de coqueiro.

**FONTE: EMBRAPA**
